No ateliê José Guilherme, nós aprendíamos a pintar com aquarela, guache e óleo. Mas antes disso passávamos um bom tempo copiando as naturezas-mortas com o giz pastel oleoso. Além das cópias traidicionais (nas quais, por algum motivo que eu não me recordo, eu me recusava a reproduzir as cores naturias dos objetos) nós também fazíamos alguns exercícios, como nos exemplos abaixo.
No exercício acima, a tarefa era pintar a área do centro mais clara, e a área de fora mais escura. Obviamente eu não estava muito inspirado nesse exercício hehehe. Esse desenho (como o abaixo) estão emoldurados, então por favor perdoem o reflexo da luz no vidro, principalmente do lado direito. Agora, se vocês repararem com atenção, perceberão que do lado esquerdo do desenho, do lado daquela curva rosa, há uma grande área branca. Essa área era coberta por um rosa, que foi perdendo o pigmento com o decorrer do tempo! O desenho é de 1997.
O trabalho acima era outro exercício. À esquerda, a tarefa era separar as gradações por linhas cinzas. No centro, produzir uma representação com 2 tons. À direita, um desenho monocromático. Reparem que no exercício da direita as áreas brancas também eram feitas do mesmo rosa que desapareceu no desenho anterior.
O pastel acima (oleoso) foi feito em 2001. É um desenho realizado in loco da fachada da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto. Apesar de ser um trabalho bem despretensioso, acho que é possível perceber a diferença em relação aos desenhos anteriores.
GUACHES
Os guaches abaixo foram produzidos em 1997. O primeiro é uma cópia bastante alterada de um desenho do Michelangelo. Reparem no braço esquerdo da figura, que tosco. hehehehe
Já a pintura abaixo é uma cópia de uma gravura inglesa do séxulo XIX, que provavelmente é uma reprodução de alguma pintura à óleo. A cena representa a Rainha Elizabeth I da Inglaterra assinando a ordem de execução da sua prima, a ex-rainha Maria da Escócia, após ficar sabendo que esta última estava tramando tomar seu trono. Não, eu não era doido - ou sempre fui, não sei. Meu pai tinha uma coleção excelente de biografias de grandes líderes, cujos volumes eram absurdamente ilustrados. O curioso é que até os 11 anos de idade eu odiava ler. Só rolava Turma da Mônica. Mas depois que eu descobri essa coleção, tão cheia de figuras e imagens interessantes, que me fez querer saber a história que estava sendo contada nelas. A biografia de Elizabeth I, com suas gravuras maneiristas realmente "bizarras", foi meu primeiro livro. Depois disso, me tornei um leitor voraz.
Abaixo é um retrato que eu fiz da minha professora Fabiana Tenório, com o vestido de noiva. A pintura foi feita a partir de uma foto.
Embaixo, está provavelmente a pintura mais produtiva que eu fiz nesse período. Meu professor insistia para que eu tentasse esquecer a técnica e buscasse mais a "expressão" nas minhas pinturas. Mas, como a gente pode ver, ainda faltava um bom pedaço de caminho para eu poder abrir mão de aprender as técnicas! Entretanto, surpreendentemente, foi meu professor que me colocou para copiar a natureza-morta abaixo. Eles escolheu alguns objetos ao acaso e pregou-os numa prancheta com uma fita adesiva. Foi um exercício gostoso de fazer. O fundo rosa foi invenção minha, pois eu queria aproveitar o resto de tinta rosa que tinha na minha paleta ahahahahah Que mesquinho, e ficou esse resultado bizarro!

